Lynda Thomas (Lynda Aguirre Thomas) é uma cantora e produtora nascida no México. Hoje ela vive nos EUA. Descoberta em 1989, só lançou seu primeiro álbum aos 15 anos, em 1996, por imposição dos pais.
Recentemente Lynda esteve por muito tempo mais envolvida com o trabalho de produtora, deixando a música um pouco de lado. Na verdade, nem tanto, pois continuou escrevendo canções, especialmente para a banda RBD.
Entretanto, as notícias é que Lynda estaria atualmente trabalhando em seu quinto álbum, que deve ser lançado ainda este ano.
Lynda Thomas
E você deve estar pensando o que eu vi nesta cantora. A resposta é atitude! Veja o clip de Lo Mejor de Mi
Perceba o que é dito: “Podes ver o melhor de mim, uma boa menina frágil e calada como uma sereia e que pode dar de tudo para você … Mas se você me engana, te mostro as garras, se os problemas começam eu não tenho paciência”
Recentemente estive fazendo uma rápida visitinha pelo Brasil e trouxe na bagagem um pouquinho do nosso calor em forma musical. Trata-se do CD Ritmos do Brasil - Região Norte, presente do meu grande amigo William Labecca, outrora meu professor de piano e atualmente “fiel depositário” de todos os meus CDs e livros que tive que deixar em São Paulo quando me mudei para Toronto.
William já havia gravado um CD em duo com uma talentosa aluna, interpretando obras a 4 mãos de Brahms, Schubert e Arensky. No entanto, neste Ritmos do Brasil ele participa como diretor musical, além de assinar algumas das composições. Trata-se de uma coleção de músicas tradicionais da região amazônica, juntamente com composições inspiradas nas tradições locais, interpretadas por um eclético conjunto que incorpora instrumentos de orquestra juntamente com flautas e percussões indígenas, compondo uma sonoridade característica e elegante.
É sempre difícil destacar alguma faixa de uma produção tão completa e cuidadosa, mas eu não poderia deixar de mencionar a participação do aclamado compositor Villani-Côrtes, que participa com três Impressões Amazonenses, além da complexa O Espírito da Mata, composta pelo próprio William, que além das danças e lendas dos índios, traz ainda na orquestração alguns ecos da Floresta do Amazonas de Villa-Lobos.
Sendo este o segundo CD da série produzida pela Paulus, ficarei aguardando os próximos lançamentos - verdadeiras “caixinhas de jóias” musicais desse grande país.
O Música 21 aproveita o Ano da França no Brasil para divulgar uma brilhante compositora e cantora francesa: Zazie. Zazie nasceu Isabelle Marie de Truchis de Varennes, em 1964. Ela é pouco conhecida fora da Europa, onde recebeu diversos prêmios e vendeu milhões de álbuns em dezessete anos de carreira.
Zazie
Creio que uma das causas para sua fama ser mais restrita á Europa pelo fato de que as letras de suas músicas são, geralmente, ricas em trocadilhos, jogos de palavras e expressões com duplo sentido, tornando-as menos apreciáveis a quem não domina a língua francesa. O uso inteligente de sua língua pátria fez com que fale-se em um estilo próprio, o zazismo.
Se você quer um exemplo do zazismo, basta ver o nome do álbum de 2008, uma coletânea das melhores músicas de Zazie. Trata-se de Zest Of. Veja que Zest é um neologismo unificando Best (Melhor) com Zazie.
Zazie também é conhecida por uma postura politizada em suas letras. Um bom exemplo é um de seus maiores sucessos: Je Suis Un Homme
Je suis un homme au pied du mur (Eu sou um homem junto da parede)
Comme une erreur de la nature (Como um erro da natureza)
Sur la terre, sans d’autres raisons (Sobre a terra, sem qualquer outra razão)
Moi je tourne en rond, je tourne en rond (Eu ando em círculos, ando em círculos)
Recentemente eu escrevi um artigo que acendeu a chama de fãs de Rihanna e de Britney Spears. Este deve ser ainda mais agitado. Se antes eu falava de um tempo no qual a cantora que protagonizou um cenário de “Disturbia” com Chris Brown parecia ser capaz de tomar o título de princesa do pop da Britney Spears, novamente em direção ao topo da fama com Circus e Womanizer. Mas quem está trazendo dores de cabeça à Britney é a protagonista de Hannah Montana: Miley Cyrus.
Miley Cyrus
Quem vem por lenha na fogueira de Britney Spears é o site PopEater.com. Em recente enquete do site, Britney perdeu o título de rainha dos adolescentes, caindo para um desconfortável terceiro lugar. O segundo lugar mal merece ser comentado ao ficar nas mãos de Jonas Brothers. Mas a novidade mesmo é o primeiro lugar: Miley Cyrus, a Hannah Montana. Com seu visual mais esbelto e os primeiros traços da maturidade impregnaram-na com um ar que a levou a atrair a maioria dos votos dos jovens.
Convém esclarecer que admiro tanto Miley Cyrus como Rihanna, mas que ainda não será desta vez que deixarei de citar Britney Spears como a princesa do pop, digna herdeira do posto de Madonna. Mas que estão correndo atrás para mordiscar o calcanhar dela, isso é inegável.
Descobri hoje no Last.FM uma banda que está encantando-me: La Oreja de Van Gogh (LOVG). O grupo deve frequentar regularmente as notícias nos jornais da Espanha, de onde são.
A banda de pop rock é originária de San Sebástian, cidade da Espanha situada no país Basco (veja a cidade no mapa da Espanha). Um dos maiores sucessos recentes da banda é a música Inmortal, do seu álbum mais recente: A Las Cinco En El Astoria.
Este álbum marca o início da nova vocalista, Leire Martinez. Ela substituiu a bela loira Amaia Monteiro, que afastou-se da banda para seguir carreira solo. Os outros integrantes da banda são Álvaro Fuentes Ibarz, Haritz Garde Fernández, Pablo Benegas Urabayen e Xabier San Martín Beldarrain.
O grupo esconde sob uma tocada mais pop do que a maior parte dos críticos gostaria, canções com letras recheadas de poesia. Confesso que parte do encanto da banda veio do início da letra de Inmortal:
Tengo aquí bajo el vestido bien escondiditos tus besos malditos
Mariposas que el alba de regreso a casa se venían conmigo
Yo tengo aquí bajo la cama cada madrugada que la deshicimos
Tengo tantas cosas y ninguna está en su sitio
Uma música que me atraiu também foi Rosas, do álbum Lo Que Te Conté Mientras Te Hacias La Dormida. Particularmente eu recomendo que você hasteie a bandeira da Espanha na frente da sua casa e curta um pouco as músicas de La Oreja de Van Gogh.
Mais de 500 anos após Pedro Álvares Cabral ter protagonizado o descobrimento do Brasil ao fazer o caminho das Índias, é hora do Brasil descobrir certas peculiaridades da Índia graças à novela Caminho das Índias, de Glória Perez, na Globo. Um dos destaques, no meu ponto de vista, é a trilha sonora de músicas indianas.
Sunidhi Chauhan, da trilha sonora de Caminho das Índias
Há dois meses e meio, nas vésperas do início da novela, no artigo “Quem estará na trilha sonora de ‘Caminho das Índias‘”, eu fiz algumas apostas em nomes que viriam a compor o até então suposto álbum de música indiana da trilha sonora da novela. E acertei alguns nomes!
Meu primeiro destaque é para uma bela cantora com três aparições no álbum: Sunidhi Chauhan.
Premiada, talentosa e de uma elegante beleza: está é Sunidhi Chauhan. A linguagem de algum de seus clipes é muito próxima do que costumamos ver e o sucesso internacional está ao alcance desta cantora. As produções cinematográficas de Bollywood, Sandalwood, Kollywood e Tollywood costumam contar com Sunidhi em suas trilhas sonoras.
Sunidhi diz que “Música é minha vida, minha paixão e meu amor. A música é meu mundo”.
Beedi
A abertura da novela traz a parceria de Sunidhi com Sukhwinder Singh.
beedi jalai le
jigar se piya
jigar maa badi aag hai
beedi jalai le jigar se piya
jigar maa badi aag hai
São os versos que avisam que a trama global está começando. E talvez você não imagine o paralelo da história da novela com o da música. Beedi também está na trilha sonora do filme hindu Omkara, uma releitura de Otelo, de Shakespeare.
Omkara
Veja o clipe da música:
Sajna Ve Sajna
A delicadeza da voz de Sunidhi Chauhan pode ser apreciada com mais cuidado em Sajna Ve Sajna. Confira aqui:
Mast Kalandar
O início da música Mast Kalandar irá fazer você pensar estar diante de uma cantora americana qualquer. Se não fosse o idioma você certamente ficaria confuso e diria que Sunidhi é uma nova cantora latina querendo fazer sucesso na terra do Tio Sam, trilhando o caminho por onde passaram outras latinas, como Shakira.
Embora vários grandes artistas tenham uma talento múltiplo para escrever letra e música, sabemos que muitas músicas atingem um grau superior de qualidade graças a parcerias entre compositor e letrista. E se às vezes eles têm a sorte de se encontrar e trabalhar juntos e em sintonia, é muito comum também que uma poesia cheia de musicalidade tenha que esperar por uma melodia distante e no espaço. E poucos poetas da língua portuguesa têm uma musicalidade tão inexplorada quanto <strong>Fernando Pessoa</strong>. É claro que o desafio de musicar o maior nome da nossa língua não é para qualquer um, mas fiquei muito contente em saber que ele ainda é tentado, e até com sucesso. Como foi minha irmã que me apresentou a este projeto do seu antigo professor de violão, vou usar aqui as palavras dela mesma:
“Eu confesso que quando fiquei sabendo do CD Cancioneiro, de <strong>Jardel Caetano</strong> fiquei com um misto de excitação e suspeita.
Conhecia já o trabalho de Jardel como músico e arranjador de primeira, mas não o de compositor. Embora morra de paixão pelos poemas de Fernando Pessoa, acho esse negócio de parceria com poetas mortos uma coisa muito arriscada. É muito fácil achar exemplos de resultados discutíveis nessa área, mesmo vindo de compositores famosos. Quando a parceria é com um poeta ainda vivo, o compositor pode interagir com o poeta e as coisa podem se acomodar mais facilmente. E não era só um poema ou outro, mas Jardel se empenhou em fazer um CD inteiro com poemas do Pessoa… Aí a coisa fica ainda mais complicada, porque muitas coisas tem que convergir para um bom resultado. Ainda mais quando se trata de Fernando Pessoa. Gosto demais dele para tolerar ouvir seus poemas tão cheios de conteúdo e significado serem esvaziados por música de má qualidade. Existem poemas que já foram escritos pensando numa música. Seja porque o poeta era também compositor, ou porque o poeta tinha em vida afinidade com a música, era também letrista ou algo assim. São raros os casos de poetas falecidos que ganham parcerias de qualidade como foi o caso deste CD de Jardel.
O resultado foi sensacional. Não apenas Jardel escreveu lindas canções para os poemas de Fernando Pessoa, mas escreveu com uma variedade de estilos e formatos que ao mesmo tempo enriqueceu o CD e foi capaz de manter uma coerência impressionante. Ritmos que não tem nada de óbvio, são até mesmo inusitados. São surpresas que agarram nossa atenção para o verdadeiro sentido dos poemas. Não é um prato de amostras onde sabores que não combinam são oferecidos em porções minúsculas, mas sim um banquete fausto e completo de guloseimas musicais que dá prazer apreciar e que nos deixa com vontade de repetir.
É emocionante ouvir o CD e descobrir as camadas de significados escondidos nos poemas que Jardel nos revela com sua música. Uma aula sensorial de literatura. Foi muito bonito também conhecer o Jardel compositor, tão cheio de idéias criativas. Espero que este Cancioneiro continue crescendo e que Jardel produza ainda mais canções. Quem sabe incluindo parcerias com outros poetas que estão há muito merecidos de parceiros qualificados como Jardel.
Fernando, em pessoa iria gostar (desculpe, mas não podia deixar o trocadilho passar em branco ;)”
O Carnaval Rio de Janeiro de 2009 foi a pá de cal sobre o Carnaval como forma de arte.
A arte tem capacidade de provocar alguma reações. Temos a arte de entretenimento, apta a nos fazer relaxar e esquecermos temporariamente das agruras da vida. Mamonas Assassinas é um exemplo clássico de arte de entretenimento. Uma segunda forma de arte é a que provoca emoções, a que tem capacidade de entrar em nosso íntimo, procurar nossos sentidos e trazê-los à tona. A terceira é a arte que nos faz pensar. Esta costuma servir de meio para aumentarmos nossa consciência social, como ocorre com muitas músicas do Renato Russo. No fundo, tanto ao entreter como ao emocionar, a arte não deixa de cumprir seu indissociável papel de provocar reflexão.
O Carnaval já se prestou a ser uma forma de arte. Um desfile de uma Escola de Samba poderia ser interpretado como uma ópera à céu aberto, apresentada sequencialmente. A escolha das alas e das alegorias e sua forma de apresentá-las era o instrumento da carnavalesco para trazer ao público sua forma particular de abordar algum tema.
O Carnaval já foi meio para a Arte de Entretenimento, em especial quando o Império Serrano, em 1982, foi campeão com “Bum Bum Paticumbum Prugurundum“. A Arte de Emoção já esteve à flor da pele na avenida em muitos momentos como com “Peguei um Itá no Norte“, do Salgueiro, em 1993, ou “Aquarela Brasileira” do Império Serrano, em 2004. A Arte de Reflexão já foi brilhantemente representada nas avenidas, mas seu ponto alto esteve nas mãos de Joãosinho Trinta, especialmente com o enredo “Ratos e Urubus, Larguem a Minha Fantasia“, do inesquecível desfile da Beija-Flor, em 1989.
Mas, e em 2009? Definitivamente as grandes escolas de samba cariocas renderam-se à lógica da competição, de concorrer friamente por cada décimo de ponto. Neste cenário, não há espaço para a arte, inerentemente sujeita aos riscos. E risco é o que as escolas de samba não querem mais correr.
O espetáculo torna-se irretocável. E por isso mesmo, torna-se morno. Apenas as próprias comunidades sentem-se impelidas à torcida. Em 2009 as escolas de samba do Rio de Janeiro deram preferência aos mecanismos de disputa e esqueceram-se da arte que deveria ser seu inesquecível alicerce.
Os problemas na vida de Britney Spears não foram poucos. Por algum tempo acreditei que o título de “Princesa do Pop” deixaria definitivamente de pertencer à Britney Spears.
Avaliei que seu lugar poderia ser ocupado por Rihanna, Miley Cyrus ou por alguém menos conhecido como a norueguesa Annie.
Britney Spears
A aparente recuperação recente da Britney Spears parecia trazê-la à tona para mais algumas aventuras. Pois agora o título parece ter sido marcado indelevelmente à Miss Spears. E sabe por quem? Ninguém menos que as Pussycat Dolls. É o mínimo que posso imaginar após ver que Pussycat Dolls abriram os primeiros shows da turnê Circus Tour. Quando alguém do porte de Nicole e Robin Antin se colocam apenas abrindo um show, este show só pode ser de alguém realmente respeitável.
O jogo não acabou e Britney está de volta ao time de elite!
Aviso: Como os comentaristas estavam se exaltando além do limite do tolerável, a inclusão de comentários foi fechada para este artigo!
Estive pensando sobre o que o título indaga: o que faz com que alguns artistas sejam famosos e outros não? Qual é a chave do sucesso no cenário pop? Porque tantas pessoas procuram fotos de artistas famosos, notícias e fofocas?
Os comentários que recebi no artigo sobre o Fake Number foram a raiz desta preocupação. A banda não foi unanimidade. Mas é interessante saber que ela tem atraído a atenção de produtores que podem levá-la rapidamente à mídia.
Vamos a algumas conclusões.
No cenário da música pop, não importa qualidade vocal ou virtuosismo musical. Presença de palco e capacidade de formar uma legião de fãs é o mais importante.
Outro aspecto crucial é o frescor, o gosto de novidade. Alguns artistas conseguem cobrir-se de uma aura de frescor mesmo após vários anos, como a Madonna. Outros não passam do primeiro álbum.
Há um magnetismo que, uma vez presente, torna um artista mais famoso do que outro, independentemente de fatores que críticos tentam usar para avaliar os artistas. Mas a mídia e o mercado têm outra lógica.